"Como é que é possível que, uma semana depois da operação da PJ, o Presidente do Governo continue em silêncio?", questiona Berto Messias

PS Açores - Há 3 horas

O Partido Socialista dos Açores voltou hoje a exigir esclarecimentos ao Governo Regional sobre a operação “Last Call”, da Polícia Judiciária, que investiga suspeitas relacionadas com contratos de promoção turística, criticando o silêncio prolongado do Presidente do Governo Regional dos Açores.

Para o líder parlamentar do PS/Açores, Berto Messias, “uma semana depois de uma operação da Polícia Judiciária que envolve diretamente a atuação do Governo Regional numa área estratégica como o turismo, o silêncio do Presidente do Governo é incompreensível e politicamente inaceitável”.

“O que está em causa são suspeitas graves relacionadas com a utilização de dinheiros públicos e com a transparência na contratação pública. Perante isto, o mínimo que se exige é que o Governo dê explicações claras aos Açorianos”, afirmou.

Berto Messias sublinhou que “o PS/Açores respeita integralmente o princípio da presunção de inocência e a autonomia das autoridades judiciárias”, acrescentando, no entanto, que “uma coisa é o plano judicial e outra, distinta, é o plano da responsabilidade política, que exige explicações claras por parte de quem governa”.

O socialista considerou que “não é aceitável que o Presidente do Governo se remeta ao silêncio num momento que exige responsabilidade política, transparência e liderança”, acrescentando que “governar também é prestar contas, sobretudo quando estão em causa investigações desta natureza”.

O líder da bancada do PS no parlamento dos Açores alertou ainda para o impacto que esta situação pode ter na credibilidade externa da Região, particularmente no setor do turismo. “Os Açores não podem ficar associados a suspeitas de favorecimento ou a práticas pouco transparentes. Isso prejudica a confiança, afeta a imagem da Região e pode ter consequências económicas sérias”, frisou.

“Num contexto já exigente para a economia regional, marcado por incerteza internacional e aumento do custo de vida, o Governo não pode contribuir para fragilizar um dos principais motores da nossa economia”, acrescentou.

Berto Messias concluiu reafirmando a necessidade de uma resposta política imediata: “O Presidente do Governo tem a obrigação de falar, esclarecer e assumir as suas responsabilidades. O silêncio não é uma opção.”

 

Angra do Heroísmo, 24 de março de 2026